Música

Apresentando: Sta. Rosa

Fotos da matéria por Bruno Fernandes

Sta. Rosa é uma banda de Duque de Caxias (RJ) e foi criada em 2016. Inicialmente formada por Arthur da Rosa (guitarra/voz), Vinicius Cardoso (guitarra), Pedro Gustavo Maia (baixo) e Matheus Oliveira (bateria), hoje em dia é composta também por Clara Bastos (backing vocal e voz principal em “Paraíso”) e Bruno Fernandes (fotógrafo e designer).

Com referências dentro do rock alternativo, como Beach Fossils, Radiohead, Mineral e Interpol, a banda tem como lema “música sensível e certeira para corações acalorados”,e é essa a sensação mesma que se tem ao ouvir as músicas. Eles já tem lançado um single, “Chuva/Paraíso” e ontem (2 de março) lançaram o primeiro álbum, “Lembranças Que Não Doem Mais”, pelo selo Valente Records.

Para comemorar o lançamento, entrevistamos os membros da banda pra conhecer mais sobre a banda em si, o processo de criação e as influências da banda. Venha conhecer a Sta. Rosa com a gente!

***

Sobre o que é a Sta. Rosa?

Vinícius: Eu diria que é um rock para apaixonados. O álbum que lançamos tem 8 músicas e 5 delas tem letras que falam sobre namorinho ou coisas bonitas. Agora que eu parei pra perceber que as únicas duas que as letras não são sobre isso são as que a gente lançou no single Chuva/Paraíso, e a Lembranças Que Não Doem Mais, que é instrumental.

Qual sua música preferida da banda?

Arthur: A que eu mais gosto é “Um Lar”. Eu fiz essa música numa época muito bonita da minha vida, então pra mim ela transcende positividade. Mesmo que essa época já tenha passado a energia que ela me traz continua sendo boa.

Vinícius: Provavelmente “Lembranças Que Não Doem Mais” . Amo a melodia nela do início ao fim e sempre fico emocionado em uma parte do show onde o Pedro toca a linha de baixo mais BRABA já inventada.

Matheus: “Pulseira”. Eu gosto muito da forma como essa música envolve as pessoas quando tocamos ao vivo e também porque foi a primeira música que o Arthur chegou pra mim e disse “Ai 99 (apelido do Matheus), se liga, eu fiz uma música aqui e tem uma parte muito pica na bateria” hahahahahahaha.

Pedro: “Vozes/Medo do Silêncio” porque me sinto muito bem tocando, e pelo dinamismo entre momentos calmos e momentos agressivos.

Como a banda começou?

Arthur: A gente é amigo desde o ensino fundamental e já batia altos papos sobre música. Vinícius e Pedro faziam cursinho meia boca de música que tinha no nosso colégio aí eu vi que eles estavam aprendendo a tocar e dei umas ideia neles. Depois nos juntamos algumas vezes pra tocar e fazíamos uns cover de Blur e Pixies só de brincadeira. Tocamos até num show de talentos do colégio que o Matheus cantou, mas acabou que no final a gente praticamente obrigou ele a aprender a tocar bateria. Com o início da Valente Records é que a parada ficou séria mesmo. O tempo foi passando, aí com a banda já consolidada chamamos a Clarinha (Clara Bastos), que é outra amiga nossa da mesma época do colégio, pra cantar com a gente também e o grande Brunão (Bruno Fernandes) nos adotou e agora faz parte do bonde sempre nos ajudando a contruir nossa identidade visual além de tirar umas fotos FODAS demais da gente.

Formação atual da Sta. Rosa

Como vocês definiram a identidade sonora da banda?

Vinícius: No começo foi bem difícil porque eu e Pedro possuíamos um gosto musical bem parecido (rock alternativo, dream pop, etc), enquanto o Arthur só ouvia metal e o Matheus ouvia dad rock. Mas fomos misturando tudo isso enquanto podíamos e tivemos bastante influência de algumas bandas como Lupe de Lupe e El Toro Fuerte, que nos ajudaram bastante a definir nosso som como ele é hoje — eram bandas que nós 4 ouvíamos e até hoje amamos.

Arthur: A verdade é que nem a gente entende nossa identidade sonora. Pra mim cada música soa de um jeito diferente: algumas são mais calmas, outras tem uma vibe mais emo e umas batera mais consistentes, uma é um rockzão brabo… a gente vai mais pela emoção na hora de compor e isso faz com que cada música tenha sua carinha, tanto que quando perguntam qual o nosso som a gente sempre fica na dúvida sobre o que responder e manda um “ah é um rockzim alternativo aí”.

Momentos importantes da carreira?

Arthur: Nós não temos muitos feitos, mas tiveram dois shows que tocamos que foram muito marcantes: Nossa Praia Não é Copacabana, um evento da Valente em conjunto com a Cosmoplano Records e abrimos pra Terno Rei, que é uma banda que admiramos demais, inclusive foi uma grande influencia na composição de uma das músicas do nosso single. Sem falar que dividimos palco também com a Def e Tom Gangue, duas bandas que são grandes parceiras, inclusive quem produziu nosso disco foi a Deb (vocalista da Def). E o Caxias Music Festival em 2017, tocamos com nossos companheiros de selo da Ventilador de Teto e da Kasparhauser, abrindo palco pra uma das bandas mais fodas do cenário nacional, Baleia.

Matheus: Acho que o primeiro evento que tocamos, que coincide junto com o lançamento da Valente Records. É muito clichezão escolher o primeiro evento como o mais especial mas pessoalmente foi o dia em que caiu a ficha de que eu fazia parte de uma coisa grande. Eu tinha apenas um mês de bateria e tava nervosão pra tocar pra um público de pessoas mas que no final deu tudo certo. Sem contar que abrimos pro Vitor Brauer e foi sensacional demais.

Qual a maior dificuldade que vocês enfrentam enquanto banda independente no Brasil?

Arthur: Na minha opinião o maior problema é que às vezes o cenário, se tratando do rock independente, muitas vezes se torna uma bolha e fica quase impossível atingir outros públicos que não estejam dentro dessa bolha, e antes eu pensava que era porque o público pra música independente realmente fosse pequeno, mas depois de algumas bandas que eu conheço terem conseguido exceder nem que fosse um pouquinho os limites da bolha eu vi que divulgação é uma parada que realmente se tem que investir pesado, senão estamos fadados a flutuar dentro dessa bolha pra sempre. E o rock independente também é cruel porque se você não for riquinho não estiver tocando sua fender e pisando em seus 300 pedais enquanto produz seu próprio disco no estúdio foderoso que tu tem dentro de casa, nenhum produtor cascudo vai chegar e falar que te quer não, quando não se tem esses artifícios é cada um por si.

Uma indicação de banda nacional?

Vinícius: Violins. É uma banda que me deu muita vontade de compor desde a primeira vez que ouvi e eu amo (quase) todos os álbuns. Meu sonho ir em um show deles.

Matheus: Raça. Foi uma banda que conheci em 2016 num evento lá no centro do Rio e desde então as músicas não saem da minha cabeça. Guardo no fundo do meu coração todos os shows que eu fui deles porque foram dias muito especiais para mim.

Arthur: Eu completo o que o 99 (Matheus) falou aí em cima. Raça na minha opinião é a melhor banda que eu conheço no rock independente sem dúvidas, nossas músicas não soam como a deles mas eu gostaria muito de fazer um som tão consistente quanto. Já tivemos o prazer de abrir pra eles num evento do nosso selo e foi foda. Vou fazer uma menção honrosa à Tom Gangue aqui que as guitarra safada dos cara são envolvente demais amo muito.

Pedro: Acho que maquinas, conheci em 2016 com o lançamento do “Lado Turvo, Lugares Inquietos” e esse disco me acompanhou em vários momentos importantes da minha vida, a atmosfera sombria das músicas é algo me encanta profundamente.

***

Agora que você conhece mais sobre, escute o álbum “Lembranças Que Não Doem Mais”:

Você pode acompanhar a Sta. Rosa pelo Twitter, Facebook, Instagram, e pode ouvir pelo Spotify e Bandcamp. Acompanhe também a Valente Records para saber sobre eventos e lançamentos de outras bandas.

Anúncios